Pasta OUT do TSH no OBS: placar automático e personalizável

Pasta OUT do TSH no OBS: placar automático e personalizável

O Tournament Stream Helper pode fazer muito mais do que exibir um placar pronto. A pasta OUT do TSH fornece arquivos de texto e imagem atualizados pelo programa, permitindo montar uma overlay totalmente personalizada no OBS sem digitar nomes, pontuações ou bandeiras a cada partida.

Neste guia, você vai entender o papel da pasta OUT, como conectar os arquivos ao OBS e como organizar um placar que preserve sua identidade visual sem perder a automação.

O que é a pasta OUT

Quando o operador atualiza jogadores, personagens, pontuação ou dados do set, o TSH grava essas informações em arquivos dentro da pasta de saída. O OBS pode ler esses arquivos por meio de fontes de texto e imagem.

Na prática, o TSH cuida dos dados e o OBS cuida do visual. Essa separação permite redesenhar o placar no Photoshop, Figma ou no próprio OBS sem alterar a lógica do torneio.

Quais dados podem aparecer

Os nomes exatos variam conforme a versão e a configuração, mas a saída pode incluir:

  • Nome e tag dos jogadores.
  • Pontuação de cada lado.
  • Pronome, país ou bandeira.
  • Personagem ou equipe.
  • Round, fase e nome do torneio.
  • Logos, ícones ou imagens selecionadas.

Antes de montar a cena, atualize um campo no TSH e observe qual arquivo muda. Esse teste cria um mapa claro entre painel, arquivo e fonte do OBS.

1. Localize a pasta correta

Abra a instalação ou diretório de trabalho do TSH e encontre a pasta de saída usada pela configuração atual. Evite mover ou renomear arquivos gerados automaticamente. Se precisar organizar o projeto, crie uma pasta separada apenas para artes fixas.

Faça uma cópia de segurança antes de editar modelos ou atualizar o programa. Não copie dados sensíveis de inscrições ou cadastros para uma pasta publicada na web.

2. Adicione nomes e pontuações ao OBS

  1. No OBS, adicione uma fonte Texto (GDI+).
  2. Ative a leitura a partir de arquivo.
  3. Selecione o arquivo correspondente ao jogador.
  4. Defina fonte, tamanho, alinhamento e cor.
  5. Repita para o segundo jogador e para os placares.

Use uma fonte por dado. Isso facilita alinhar lados diferentes, aplicar limites de largura e trocar a tipografia sem interferir nos demais elementos.

3. Carregue bandeiras, logos e personagens

Para arquivos de imagem, adicione uma fonte de imagem no OBS e aponte para o arquivo gerado. Se a imagem for substituída mantendo o mesmo nome e caminho, o OBS tende a atualizar a fonte automaticamente.

Caso a imagem fique presa, marque a opção para descarregar quando não estiver em exibição ou reabra as propriedades. Em produções longas, teste várias trocas antes do evento.

4. Construa o placar com identidade própria

Crie a base visual separadamente, deixando áreas reservadas para textos e ícones dinâmicos. No OBS, agrupe cada lado do placar e nomeie as fontes de forma previsível: P1_Nome, P1_Score, P1_Flag, P2_Nome e assim por diante.

  • Use margens iguais nos dois lados.
  • Limite nomes muito longos.
  • Evite fontes finas em transmissões comprimidas.
  • Teste pontuações com dois dígitos.
  • Prepare estados para Top 8, Grand Final e reset.

5. Teste a atualização antes do torneio

Monte um set fictício, altere todos os campos e troque os lados dos jogadores. Confirme se cada arquivo atualiza e se o OBS reflete a mudança sem reiniciar. Faça o teste também depois de fechar e abrir os dois programas.

Uma boa cena de campeonato precisa continuar funcionando sob pressão. Documente em uma folha simples qual botão atualiza o set, qual cena deve estar no ar e como recuperar o placar caso uma fonte trave.

Problemas comuns

O texto não muda

Confira se a fonte aponta para o arquivo da pasta OUT ativa, e não para uma cópia antiga. Salve ou confirme o campo no TSH e observe a data de modificação do arquivo.

Acentos aparecem incorretos

Verifique a codificação do arquivo e escolha uma fonte com suporte aos caracteres necessários. Teste nomes com acentos antes do evento.

A imagem some ao trocar o jogador

Confirme se todos os arquivos usados têm formato aceito pelo OBS e se o caminho continua válido. Evite nomes com caracteres especiais quando a ferramenta não os suporta.

O layout quebra com nomes longos

Use transformação, caixa de largura ou uma fonte condensada. Nunca dependa apenas de reduzir manualmente durante a transmissão.

Integração com o fluxo do torneio

Combine o placar com uma rotina de check-in, seeding e chamadas de partida. Para organizar a chave, consulte o guia de seeding no Start.gg.

Checklist final

  • Pasta OUT correta identificada.
  • Mapa entre campos e arquivos conferido.
  • Textos e imagens conectados ao OBS.
  • Nomes longos e acentos testados.
  • Troca de lados validada.
  • Backup da configuração criado.

Conclusão

A pasta OUT transforma o TSH em uma fonte de dados para qualquer identidade visual. Com cada elemento separado no OBS, você mantém a automação do placar e ganha liberdade para criar uma transmissão reconhecível.

Veja mais guias de produção em BrunoChrosS — O Pai OBS.