Quando um torneio tem duas partidas acontecendo ao mesmo tempo, um único placar pode não dar conta da produção. O Tournament Stream Helper, ou TSH, oferece recursos para separar placares, operar pelo navegador e levar dados da competição à overlay.
O tutorial original do Pai OBS — BrunoChrosS demonstra essas funções e apresenta ideias de uso. Este guia desenvolve uma rotina de operação para manter placar, imagem e partida correspondendo entre si, sem tratar atualização automática como substituta da organização.
Vídeo original: Tournament Stream Helper: placar para OBS e novas funções, do Pai OBS — BrunoChrosS.
Separe resultado, controlador e overlay
A chave registra o resultado competitivo. O controlador do TSH permite selecionar partidas e trabalhar com informações do placar. A overlay é a apresentação desses dados na transmissão.
Uma pontuação correta no controlador pode aparecer na partida errada se a cena do OBS estiver apontando para outro placar. Por outro lado, a overlay pode estar conectada corretamente e continuar com dados antigos porque o resultado ainda não foi atualizado na origem.
Defina quem reporta o resultado e quem confere a transmissão. Mesmo que uma pessoa acumule as funções, deixar o fluxo explícito ajuda a descobrir em qual etapa surgiu uma divergência.
1. Prepare o TSH com o jogo e o torneio
Use o projeto oficial do TSH e consulte os requisitos da versão distribuída. O guia oficial de início orienta baixar os assets do jogo, usar Set Tournament com o link da competição e selecionar um set ou buscar o set da stream.
Antes de depender da seleção automática, confira uma partida conhecida: nomes dos jogadores, evento, fase e pontuação. Um festival pode ter vários jogos na mesma página; reconhecer o nome do torneio não prova que a disputa carregada é a que sua equipe vai transmitir.
O vídeo utiliza uma revisão com recursos apresentados como beta. Confira a disponibilidade na versão instalada e faça a montagem antes do dia do torneio. Este artigo descreve a demonstração e a documentação; não apresenta uma instalação física como teste executado.
2. Use o controlador no navegador e confirme o envio
No tutorial, BrunoChrosS abre o controlador pelo endereço oferecido pelo TSH, altera um campo e usa Submit Changes. Depois, confere a mudança tanto no programa quanto na overlay.
Essa sequência é a referência para a operação: editar, enviar e verificar. Digitar um nome no formulário não significa que a mudança já chegou ao público. Uma equipe que trabalha com controlador remoto deve combinar quem edita e quem acompanha o resultado.
Comece no próprio computador que roda o TSH. Quando o fluxo local estiver claro, teste o dispositivo de operação pretendido. Se a página abrir em outro computador, confira se ele está acessando o servidor correto, e não uma instalação diferente do programa.
Para operação em rede, utilize o endereço e a porta informados pelo seu TSH. Um endereço local do computador principal não se transforma automaticamente em um link acessível de qualquer lugar. Prefira uma rede de produção controlada e confirme o acesso somente dos dispositivos que vão operar o placar.
3. Leve o layout ao OBS pelo endereço correto
A documentação de layouts descreve o acesso pelo servidor com a estrutura http://{ip}:{porta}/{caminho}. O caminho identifica o arquivo HTML do layout escolhido.
BrunoChrosS mostra esse acesso no navegador para conferir o visual e também explica o uso no OBS. Copie os dados da sua instalação: o IP mostrado no vídeo pertence à configuração usada naquela gravação.
Na Fonte de navegador, confira URL, dimensões e enquadramento. Um endereço que abre o controlador não é o mesmo que apresenta o placar pronto. Se você vê campos de edição na transmissão, revise qual página foi adicionada.
Se você prefere compor o visual com fontes de texto e imagem, consulte o guia da pasta OUT do TSH. Esse fluxo complementa o uso de layouts HTML, mas exige conferir quais arquivos alimentam cada elemento.
4. Crie dois placares com funções claras
O vídeo demonstra aumentar o número de placares e renomear as abas. Use nomes operacionais, como “Stream principal” e “Estação 2”. Eles ajudam a equipe a reconhecer onde está editando antes de alterar a pontuação.
Como exemplo de produção, o primeiro placar pode acompanhar a partida exibida no programa principal e o segundo uma partida de outra estação. Esse desenho é ilustrativo: a escolha depende da estrutura real do seu torneio.
Na demonstração, o mesmo layout HTML apresenta o segundo placar quando a URL recebe ?scoreboardNumber=2. O terceiro usa ?scoreboardNumber=3. A escrita, incluindo o N maiúsculo, foi conferida no trecho do vídeo que mostra a barra de endereço.
Adicione o parâmetro à URL do layout, não ao nome do jogador nem ao campo de pontuação. Se o endereço já tiver outros parâmetros, revise a composição da URL antes de acrescentar uma segunda interrogação.
Confira a seleção na sua versão e no layout usado. Um tema personalizado pode precisar de adaptação para ler o placar escolhido. Não suponha que qualquer arquivo HTML tenha o mesmo comportamento.
5. Faça um teste que revele referências trocadas
Antes da transmissão, use dados de teste fáceis de diferenciar. No placar 1, coloque nomes identificados como teste e pontuação 1–0. No placar 2, use outros nomes e 0–2. Esses números são apenas uma proposta de conferência.
- Abra o layout principal e confira os dados do placar 1.
- Abra o endereço com seleção do placar 2.
- Altere somente o placar 2 e envie a mudança.
- Confira se o segundo layout atualizou.
- Verifique se o primeiro preservou seus próprios dados.
- Troque as cenas no OBS e confira cada imagem com seu placar.
Usar nomes iguais nos dois testes esconde uma referência errada. O objetivo é produzir diferenças visíveis e comprovar qual origem cada fonte está lendo.
Depois do teste, retire os dados fictícios e carregue a partida correta. A conferência técnica não deve deixar nomes de teste na cena que será enviada ao público.
Automação depende de seleção e reporte corretos
BrunoChrosS apresenta a ideia de seguir sets de uma stream ou estação. O ganho é reduzir a digitação e acompanhar uma seleção previamente organizada. Ainda assim, o placar depende da partida atribuída e dos dados atualizados na competição.
Combine uma rotina curta: confirmar jogadores, carregar set, revisar os lados, conferir resultado e preparar a próxima partida. Se o placar ficou parado, confira a origem antes de atualizar repetidamente a Fonte de navegador.
Para organizar as chamadas e o reporte, use o guia de check-in e timers para organizadores. A integração visual funciona melhor quando a operação da chave também está clara.
Atalhos úteis precisam de contexto
O vídeo mostra atalhos para pontuação, carregamento, inversão e reset. Comece com os comandos que sua equipe mais utiliza e escolha combinações que não sejam confundidas com atalhos do jogo ou de outros programas.
Teste qual placar recebe a ação quando você alterna as abas. Um botão “+1” sem identificação pode aumentar a pontuação do lado ou da partida errada. Mostre no painel uma indicação suficiente para o operador saber o que está alterando.
Se você usa Touch Portal, os cinco controles essenciais para OBS ajudam a organizar a base. Acrescente os atalhos do TSH depois de validar o comportamento deles no programa.
Personalização visual e dados dos jogadores
BrunoChrosS utiliza o navegador para experimentar mudanças de cor e entender os elementos do layout. Uma alteração feita nas ferramentas de desenvolvedor pode ser temporária. Para preservá-la, edite o arquivo correspondente e guarde uma cópia do tema que funciona.
Teste nomes longos, patrocinadores e pontuações diferentes. O layout que parece bom com dois nomes curtos pode deixar texto cortado na primeira partida real.
O vídeo também apresenta informações adicionais, como tipo de controle e pronomes. Use dados confirmados pelo participante e somente campos que o layout realmente apresenta. Não deduza essas informações pelo nickname ou pela fotografia.
Checklist de operação
- Assets, torneio e evento corretos carregados.
- Controlador testado com envio e conferência.
- Abas de placar identificadas por função.
- URLs dos layouts apontando para o placar certo.
- Teste de independência dos placares concluído.
- Cena e partida conferidas antes de entrar no programa.
- Responsável por reporte e alternativa manual definidos.
BrunoChrosS — O Pai OBS. Veja outros guias de FGC, placares e OBS ou entre em contato para conversar sobre a transmissão do seu torneio.